Na blogosfera, as ideias espalham-se como vírus. O Cachimbo de Magritte iniciou as hostilidades, a peleja continuou no Entre Deus e o Diabo, mas foi o jugular que declarou guerra aberta para escolher as melhores "songs of love and hate". Por lá passaram todúdia de ontem a arremessar com vídeos e comentários, provando que o tema das canções de amor & seus derivados, as canções de separação, apaixona como poucos.
Coincidência curiosa é a questão ter surgido exactamente uma semana depois de nós aqui no Diabo a Quatro termos feito um referendo para eleger a melhor "break up song" de sempre, inspirados no blogue a solo da nossa Joaninha. O que prova que a Ju & seu Isto é de Joana estão, blogosfericamente falando, muito à frente do seu tempo (muito, quer dizer: exactamente uma semana). Blogue denso & quasi-secreto, pois, mas vanguardista. Como aliás eu sempre disse...
Pronto, agora vou colar aqui o Unravel da Björk porque me apetece e porque todos os pretextos servem para ouvir esta "love / break up song". E também porque os versos me dispensam de postar o Speak of the Devil de hoje, combinando os dois assim numa espécie de pague 1, leve 2. Reparem na letra e verão que sim, também se fala no diabo:
While you are away
My loves comes undone
Slowly unravels
In a ball of yarn
Devil collects it [Aham!] with a grin
Our love in a ball of yarn
He'll never return it
So when you come back
We'll have to make new love
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Thursday, 4 December 2008
Tuesday, 25 November 2008
Em adenda
Ficam de fora do referendo as seguintes, todas merecedoras pelo menos de menções honrosas: "Everybody Knows", Leonard Cohen (especialmente para quem foi traído); "She Chameleon", dos Marillion (especialmente para rapazes vitimizados por "one-night stands"); "Pois é", cantada pela Elis Regina (parece-me que do Chico Buarque, que regista assim segunda entrada no top); "Unravel", da Bjork (do Homogenic, um verdadeiro "break up" álbum - diz quem experimentou que dá grandes epifanias, especialmente quando acompanhado de vinho tinto); "The Good and the Bad Guy", My Brightest Diamond; o (talvez demasiado óbvio) "Creep", dos Radiohead; sem esquecer o excelente "Friend is a four-letter word", dos Cake (segunda entrada).
Do produto nacional, "Ouvi Dizer", dos grandes Ornatos Violeta, é um must (to be played at maximum volume), e já que estão por aí ouçam também o "Chaga", que não se arrependem (entretanto upgraded para o referendo - faltava o candidato n. 3, como insistentemente me avisaram os leitores deste blogue, por email, SMS e pombos correio. Ok, ok, ninguém reparou, mas eu sou assim a modos que perfeccionista).
Finalmente, há quem me garanta que "This mess we're in", da PJ Harvey e Thom Yorke, é uma boa break up song, but it does nothing for me: como música é excelente, mas acho que funciona melhor como banda sonora de amores impossíveis, tipo girl-meets-married-boy or boy-meets-married-girl ou married-boy-meets-married-girl-with-kids-and-fatal-disease-and-must-fly-New-York-in-a-rush... you get the drift.
Adenda à adenda: ainda me esquecia do "Cry me a River", cantado pela Julie London (mais um para a categoria "hás-de cá vir pedir batatinhas" - nunca são demais).
Do produto nacional, "Ouvi Dizer", dos grandes Ornatos Violeta, é um must (to be played at maximum volume), e já que estão por aí ouçam também o "Chaga", que não se arrependem (entretanto upgraded para o referendo - faltava o candidato n. 3, como insistentemente me avisaram os leitores deste blogue, por email, SMS e pombos correio. Ok, ok, ninguém reparou, mas eu sou assim a modos que perfeccionista).
Finalmente, há quem me garanta que "This mess we're in", da PJ Harvey e Thom Yorke, é uma boa break up song, but it does nothing for me: como música é excelente, mas acho que funciona melhor como banda sonora de amores impossíveis, tipo girl-meets-married-boy or boy-meets-married-girl ou married-boy-meets-married-girl-with-kids-and-fatal-disease-and-must-fly-New-York-in-a-rush... you get the drift.
Adenda à adenda: ainda me esquecia do "Cry me a River", cantado pela Julie London (mais um para a categoria "hás-de cá vir pedir batatinhas" - nunca são demais).
Cry me a river
Lá no outro tasco, a Ju decidiu eleger, de forma unilateral e sem consultar a blogosfera, a melhor canção de separação. Ganhou o "Trocando em Miúdos", do Chico Buarque, resultado que já foi questionado por observadores internacionais. Além do "Five Years", do Bowie, nem se sabe quem eram os outros candidatos, ou não fosse aquilo uma República da(s) Joana(s). Não houve campanha nem tempo de antena para ouvir as propostas dos candidatos e as máquinas de voto estavam claramente endrominadas para votar Chico "McCain" Buarque. Delegados da ONU para fiscalizar a eleição? Zero - I kid you not.
Aqui no Diabo queremos acabar com esta maneira de fazer política que em nada dignifica a música de chorar baba & ranho. Depois do aborto e do casamento dos homossexuais, chegou a hora de enfrentarmos juntos a questão realmente fracturante: qual é a melhor "break up song" de sempre?
Vocês decidem!*
*Os participantes na primeira grande sondagem do Diabo a Quatro levam para casa uma assinatura gratuita no deezer e um stock gigante de lenços de papel.
Aqui no Diabo queremos acabar com esta maneira de fazer política que em nada dignifica a música de chorar baba & ranho. Depois do aborto e do casamento dos homossexuais, chegou a hora de enfrentarmos juntos a questão realmente fracturante: qual é a melhor "break up song" de sempre?
Vocês decidem!*
*Os participantes na primeira grande sondagem do Diabo a Quatro levam para casa uma assinatura gratuita no deezer e um stock gigante de lenços de papel.
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