A minha mãe para a filha mais nova (radical de esquerda não moderada):
"Nem me deste os parabéns pela vitória do meu CDS!".
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Wednesday, 30 September 2009
Tuesday, 23 December 2008
O Natal às avessas
Este ano o Natal vai ser todo ao contrário.
A mais velha em Inglaterra, a mais linda em S. Mamede, o gajo em Trás-os-Montes e eu, a caçula (ou trombadinha, conforme a disposição), sozinha com a progenitura.
Como se tudo isto não bastasse, depois do jantar vou para o Campo Alegre ter com os Samaritanos e, mais que não seja, provar das nossas sobremesas natalícias.
Queria um pinheiro apanhado nos pinhais de Zava, cheio de resina, enfiado num balde de terra e meia-hora mais tarde transformado na mais bonita árvore de Natal pela linda, com a minha ajuda.
Queria o gajo a tomar conta das rabanadas com o seu humor típico, queria a mais velha a conversar à lareira enquanto fuma um cigarro, queria a progenitura a dormir a sesta ou pelo menos a não chatear, queria fazer de Pai Natal no jipinho e entregar as prendas antes de jantarmos, queria a fogueira gigante de Vilarinho, os risos com a madrinha, até a missa do galo com o gajo a cantar baixinho "já ressuscitooouuu".
Este é o Natal que tenho dentro de mim.
A mais velha em Inglaterra, a mais linda em S. Mamede, o gajo em Trás-os-Montes e eu, a caçula (ou trombadinha, conforme a disposição), sozinha com a progenitura.
Como se tudo isto não bastasse, depois do jantar vou para o Campo Alegre ter com os Samaritanos e, mais que não seja, provar das nossas sobremesas natalícias.
Queria um pinheiro apanhado nos pinhais de Zava, cheio de resina, enfiado num balde de terra e meia-hora mais tarde transformado na mais bonita árvore de Natal pela linda, com a minha ajuda.
Queria o gajo a tomar conta das rabanadas com o seu humor típico, queria a mais velha a conversar à lareira enquanto fuma um cigarro, queria a progenitura a dormir a sesta ou pelo menos a não chatear, queria fazer de Pai Natal no jipinho e entregar as prendas antes de jantarmos, queria a fogueira gigante de Vilarinho, os risos com a madrinha, até a missa do galo com o gajo a cantar baixinho "já ressuscitooouuu".
Este é o Natal que tenho dentro de mim.
Wednesday, 17 December 2008
Salvemos a Pipas!

H.: eu queria a Pipas... mas elas são umas brutas insensiveis
moi: eu podia dar-te a Pipas de prenda de natal. Quanto custa?
H.: para isso tinhas de me dar uma casa. a mae diz que enquanto for viva nao quer a pipas
moi: isso eh que ja eh capaz de ficar fora do meu orcamento
H.: ve la o que podes fazer, lembra-te da pipas
(adaptado do Gchat)
Saturday, 29 November 2008
Pequeno dicionário de transmontanês
Discursão - troca de ideias animada com falácias "ad hominem", injúrias ou insultos.
Nunca la cargaremos - nunca acertaremos, nunca remaremos no mesmo sentido, nunca atingiremos o objectivo para o qual estávamos destinados (usado amiúde quando um dos membros está atrasado ou decidiu num sentido divergente do auto-designado iluminado da família). V.g. "- Onde está X, para começarmos a carregar o carro? - X foi ao Pinheiro Manso comprar cera depilatória & cortar o cabelo. [em tom escarninho] - Ai a menina X foi ao Pinheiro Manso comprar cera depilatória & cortar o cabelo?... Nunca la cargaremos!".
Chetecentos - O mesmo que setecentos. Problema de articulação que afecta em particular transmontanos nascidos a sul de Vila dos Sinos. Barbarismo resistente a todos os esforços educacionais e terapeutas da fala. Os antropólogos não registam qualquer ocorrência em Vila de Ala.
Nunca la cargaremos - nunca acertaremos, nunca remaremos no mesmo sentido, nunca atingiremos o objectivo para o qual estávamos destinados (usado amiúde quando um dos membros está atrasado ou decidiu num sentido divergente do auto-designado iluminado da família). V.g. "- Onde está X, para começarmos a carregar o carro? - X foi ao Pinheiro Manso comprar cera depilatória & cortar o cabelo. [em tom escarninho] - Ai a menina X foi ao Pinheiro Manso comprar cera depilatória & cortar o cabelo?... Nunca la cargaremos!".
Chetecentos - O mesmo que setecentos. Problema de articulação que afecta em particular transmontanos nascidos a sul de Vila dos Sinos. Barbarismo resistente a todos os esforços educacionais e terapeutas da fala. Os antropólogos não registam qualquer ocorrência em Vila de Ala.
Friday, 28 November 2008
Não, não, não sou a única
eu não sou a única, não sou a única a escrever no blogue. Contra todas as aparências e o que alegam algumas alcoviteiras que parecem querer separar o que o blogger juntou, este tasco é de nós quatro e vai ser escrito a oito mãos, ao ritmo de cada um e sem forçar ninguém. E tenho boas notícias: o H. prometeu postar aqui uma foto do quarto arrumadinho dele (essa lenda urbana) para a posteridade, e a 3,14, agora que despachou o trabalho da pós-graduação, há-de arranjar tempo para nos brindar com um postzito ou outro. E eu sei que a Administração tem vários condomínios a que dar atenção, mas entre posts em stereo e densos haikus, contamos com ela!
Sim, que isto tem que dar uma volta como um fuso! Isto tem de entrar nos eixos! E eu quero postas!
Sim, que isto tem que dar uma volta como um fuso! Isto tem de entrar nos eixos! E eu quero postas!
Tuesday, 25 November 2008
Sunday, 23 November 2008
Juanita Wilder: toda a biografia autorizada
Chamam-me Juanita Wilder por causa do filme em que a Kathleen Turner faz de Joan Wilder, uma romancista, apelidada de "Juanita Wilder" pelo seu maior fã mexicano.
Ficou.
Na idade em que não queria comer nunca-jamais-nesta-vida-ou-na-outra, era tudo menos roliça.
Era magrinha e pequenina, tanto que a Tia Aninhas dizia "Esta vai ser anã". Todo um poço de carinho, aquela nossa tia.
A comadre transmontana disse à Mãe, and I quote, "Ui, e esta? De onde veio esta? Vai ter de a guardar na arca, senão não casa as outras!".
E finalmente, a maior querela da história das querelas dos irmãos:
eu não me abarbatei a quarto nenhum, deram-me foi o quarto mais ranhoso, exilado na outra ponta da casa, entre a cozinha e a sala, qual empregada, porque caí sempre do prato e porque os grandiosos planos dos progenitores de nos porem às três no mesmo quarto saíram furados quando viram que o quarto mal dava para vocês as duas.
Lá que depois fosse o quarto mais agradável da casa, refúgio para fumadoras de armário e escape de festas chatas, já não é culpa minha.
Ficou.
Na idade em que não queria comer nunca-jamais-nesta-vida-ou-na-outra, era tudo menos roliça.
Era magrinha e pequenina, tanto que a Tia Aninhas dizia "Esta vai ser anã". Todo um poço de carinho, aquela nossa tia.
A comadre transmontana disse à Mãe, and I quote, "Ui, e esta? De onde veio esta? Vai ter de a guardar na arca, senão não casa as outras!".
E finalmente, a maior querela da história das querelas dos irmãos:
eu não me abarbatei a quarto nenhum, deram-me foi o quarto mais ranhoso, exilado na outra ponta da casa, entre a cozinha e a sala, qual empregada, porque caí sempre do prato e porque os grandiosos planos dos progenitores de nos porem às três no mesmo quarto saíram furados quando viram que o quarto mal dava para vocês as duas.
Lá que depois fosse o quarto mais agradável da casa, refúgio para fumadoras de armário e escape de festas chatas, já não é culpa minha.
Das preocupações com problemas que não existem
Entro em casa às 10h30 da manhã de domingo.
A Mãe, à espera que o chá fique no ponto certo, assusta-se com o barulho da porta.
Passado o susto inicial, preocupa-se muito com a minha chegada - pensava que eu estava no quarto a dormir, e agita-se: "ai, meu deus, ai, meu deus".
Poderá não ser uma hora muito recomendável e não dar saúde nenhuma, mas não estou já dentro de casa, sã e salva?
Depois a herege sou eu por invocar o nome do senhor em vão.
Multi-facetado
A Mãe, à espera que o chá fique no ponto certo, assusta-se com o barulho da porta.
Passado o susto inicial, preocupa-se muito com a minha chegada - pensava que eu estava no quarto a dormir, e agita-se: "ai, meu deus, ai, meu deus".
Poderá não ser uma hora muito recomendável e não dar saúde nenhuma, mas não estou já dentro de casa, sã e salva?
Depois a herege sou eu por invocar o nome do senhor em vão.
Multi-facetado
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