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Wednesday, 15 July 2009

Caríssimos:

Agora que vou fazer 29 anos (aaaaaaaarrrrrrggggggggghhhhhhhhh!), parece que tenho de crescer um bocadinho. Mas não muito, pelo que vos apresento a minha lista de umbiguice, edição "2009 - para o que vocês haviam de estar reservados...", muito ao estilo do avô Simpson: I'm old, gimme gimme gimme!
Então vamo' lá ber... Wishlist:
1. uma carteira / porta-moedas (desesperadamente necessitada)
2. roupa (venha ela)
3. dream travel: roadtrip across the US, going to Vegas (posso sonhar, não posso?)
4. um labrador retriever cor de areia (há coisas que nunca mudam ;) )
Podem afixar no frigorífico. Agradecidos (nós).

Tuesday, 26 May 2009

Road Test

Opel Corsa 1.7Di Vs Toyota Auris 1.4D
Especificações técnicas
Opel Corsa - 1700 cc, 65 cv, tara 1100
Toyota Auris - 1400 cc, 90 cv, tara 1760
Condução a cargo de:
Opel Corsa - Pi Papa Léguas, aka, Road Runner, aka, Beep Beep
Toyota Auris - esta vossa criada, aka, Menina, aka, Wyle E Coyote
Trajecto: Fafe Lameirinhas S. Mamede - Carvalhido
Resultados: Sem surpresa alguma, especialmente tendo em conta a condutora adversária, ganhou o Opel Corsa. Nas calmas.
A reter: a segurança e fiabilidade do Toyota Auris a curvar nos acessos à A41 e N14 a mais de 80Km/h.
A esquecer: a dificuldade do Toyota Auris em acompanhar o Opel Corsa em recta; ideias peregrinas de deixar a irmã ir à frente.

Wednesday, 31 December 2008

Gude Rutsche a Nei Joer*

*Boa escorregadela para o Ano Novo, em luxemburguês (não respondo pela correcção ortográfica - idioma de cão, credo!).

O país acordou solidificado em "verglas", servido on the rocks, dois dedos de gelo a tornarem qualquer excursão fora de portas uma aventura por sua conta & risco. O espelho de água em estado sólido já levou centenas às urgências de ortopedia e fará muitos acordarem engessados em 2009. Fenómeno do mafarrico, gelo mutante, transgénico: toneladas de sal e areia não derreteram o monstro. Tudo parado, com os poucos autocarros a deslizarem artistiscamente, bailarinos russos de patins. Quando finalmente cheguei ao trabalho, abraçada ao corrimão das escadas da entrada - ponha aqui o seu pezinho, devagar devarinho -, a recepcionista parecia que tinha visto um fantasma. "Tu as réussi a venir travailler?!?". Não sei para que é que me incomodei: além dela e desta vossa irmã mais velha mas nem por isso mais ajuizada só encontrei nos corredores meia dúzia de espíritos do Ano Velho.

Happy New Year, wherever you are, e cuidadinho nas ruas.

Saturday, 29 November 2008

Foi você que perguntou

...o que quer dizer Diabo a Quatro?

1."Fazer grande ruído ou estardalhaço, ser causa ou autor de incidentes de todo o género. Vem de longe a origem. Representavam-se na Idade Média peças de devoção que ficaram conhecidas como 'mistérios'. Em certas delas, o diabo era personagem imprescindível. A essas peças chamaram 'diabruras'. Havia as 'pequenas diabruras', onde não entravam mais de três diabos, e as 'grandes diabruras', em que no mínimo tinham de entrar quatro diabos." ("Dicionário das Origens das Frases Feitas", de Orlando Neves, in Ciberdúvidas)

2. "Fazer grande alarido, diabruras, desordens" (o mesmo que "pintar a manta", "pintar o sete")

E mais: as "diabruras" citadas são rituais pagãos que sobrevivem, adivinhem onde? Dá-se-lhe uma, dá-se-lhe duas, dão-se-lhe três: arrematado aos senhores ali ao fundo ---> "No planalto mirandês (...) ainda é possível apreciar as 'diabruras' destas personagens que representam memórias em algumas das aldeias dos concelhos de Miranda do Douro e Mogadouro".

Eu avisei que todos os caminhos vão dar a Trás-os-Montes.

Friday, 28 November 2008

Haiku Automóvel

Forte a chuva que cai
Brilham as pingas no vidro
Luzes de Natal molhadas

A conspiração dos isqueiros obsoletos

Correndo o risco de parecer a avozinha do blogue, ainda me lembro do tempo em que os isqueiros, desses descartáveis que me oferecem sempre que compro um volume de Gauloises Blondes, duravam tempo suficiente para que eu os perdesse ou se lhes gastasse o gás. Recentemente, e em paralelo com a legislação europeia que impôs isqueiros seguros para as crianças, deixei de ter tempo de os perder. A "obsolescência planeada" ("planned obsolescence" ou "built-in obsolescence") atingiu níveis absurdos. Agora, os isqueiros tornam-se obsoletos em menos tempo do que demora a acabar um volume de cigarros – no meu caso, em menos de um ai. A roda dentada encrava, a patilha parte-se ou o dito deixa simplesmente de dar lume apesar de abanado com jeito e de lhe sobrar muito combustível. Resultado: eu que passo a manhã à procura dos óculos, que tenho um currículo irrepreensível a perder canetas, isqueiros e uma parafernália de pequenos objectos e que só não perco a cabeça porque está atarrachada ao pescoço, conto neste momento seis, SEIS isqueiros espalhados pela casa. Nenhum funciona, que é isso que quer dizer obsolescência (Wikipedia é cultura).

A melhor definição de obsolescência planeada é "designed for the dump" (planeado para o lixo), e está no documentário "The Story of Stuff" que o meu irmão me mostrou há já alguns meses mas que ainda não se tornou obsoleto. Vão lá vê-lo, que não dão o tempo por perdido. Eu entretanto vou mudar para isqueiros recarregáveis, a ver se consigo voltar a dar-lhes sumiço antes que eles se recusem a dar-me lume sem outra razão que a ganância dos fabricantes de isqueiros. Lighters of the world, ignite!