Acho que descobri a nossa casa na Aldeia das Açoteias. Faltou-me o irmão para confirmar, no GPS interno, se era mesmo aquela, mas eu acho que era aquela.
A piscina era de certeza aquela, apesar de agora parecer minúscula, a imensidão de água que eu tinha de aprender a nadar é agora meia dúzia de braçadas. Mas é a mesma sensação, aquela piscina é A Piscina. E a casa era a nossa.
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Sunday, 20 September 2009
Tuesday, 23 December 2008
O Natal às avessas
Este ano o Natal vai ser todo ao contrário.
A mais velha em Inglaterra, a mais linda em S. Mamede, o gajo em Trás-os-Montes e eu, a caçula (ou trombadinha, conforme a disposição), sozinha com a progenitura.
Como se tudo isto não bastasse, depois do jantar vou para o Campo Alegre ter com os Samaritanos e, mais que não seja, provar das nossas sobremesas natalícias.
Queria um pinheiro apanhado nos pinhais de Zava, cheio de resina, enfiado num balde de terra e meia-hora mais tarde transformado na mais bonita árvore de Natal pela linda, com a minha ajuda.
Queria o gajo a tomar conta das rabanadas com o seu humor típico, queria a mais velha a conversar à lareira enquanto fuma um cigarro, queria a progenitura a dormir a sesta ou pelo menos a não chatear, queria fazer de Pai Natal no jipinho e entregar as prendas antes de jantarmos, queria a fogueira gigante de Vilarinho, os risos com a madrinha, até a missa do galo com o gajo a cantar baixinho "já ressuscitooouuu".
Este é o Natal que tenho dentro de mim.
A mais velha em Inglaterra, a mais linda em S. Mamede, o gajo em Trás-os-Montes e eu, a caçula (ou trombadinha, conforme a disposição), sozinha com a progenitura.
Como se tudo isto não bastasse, depois do jantar vou para o Campo Alegre ter com os Samaritanos e, mais que não seja, provar das nossas sobremesas natalícias.
Queria um pinheiro apanhado nos pinhais de Zava, cheio de resina, enfiado num balde de terra e meia-hora mais tarde transformado na mais bonita árvore de Natal pela linda, com a minha ajuda.
Queria o gajo a tomar conta das rabanadas com o seu humor típico, queria a mais velha a conversar à lareira enquanto fuma um cigarro, queria a progenitura a dormir a sesta ou pelo menos a não chatear, queria fazer de Pai Natal no jipinho e entregar as prendas antes de jantarmos, queria a fogueira gigante de Vilarinho, os risos com a madrinha, até a missa do galo com o gajo a cantar baixinho "já ressuscitooouuu".
Este é o Natal que tenho dentro de mim.
Tuesday, 16 December 2008
Visto a camisola cinzenta
que me deu a Tia Inês. Não, a mana da roupa! Assim é que é.
Escolho o cachecol cor-de-rosa, o mais significativo da colecção, por ter sido o primeiro que comprei com esse propósito.
Era 1998 e eu ia estudar para Vila Real.
Avisei logo a minha Mãe que nesse ano não ia cortar o cabelo, não porque ela mandasse no meu cabelo (lá em casa sempre foi mais "cada um sabe de si, e o Pai tem a mania que sabe de todos"), mas para que não andasse sempre a perguntar quando é que eu cortava o cabelo.
Cabelo e cachecóis, eram as minhas armas contra o frio de Vila Real.
E casacos compridos, que de cada vez que usava o blusão verde de forro de pêlo (lembras-te, Pi?) gelava o rabinho até à UTAD.
Lembro-me de nesse ano também vestir imenso uma camisola cinzenta com o cachecol cor-de-rosa, embora já não saiba que camisola era essa.
Tenho sempre saudades quando me lembro desse ano, o frio nas manhãs das aulas práticas de Física às 8h, o caminho gelado (e eu com medo de escorregar e cair da ponte do comboio), o atalho que me deixou na melhor forma da minha vida, o Inverno de noites azuis-negras e a Fiona.
E o Natal mais Tim Burton de que me lembro, nesse reino longínquo e frio, todo ele azul-negro como esta música.
Escolho o cachecol cor-de-rosa, o mais significativo da colecção, por ter sido o primeiro que comprei com esse propósito.
Era 1998 e eu ia estudar para Vila Real.
Avisei logo a minha Mãe que nesse ano não ia cortar o cabelo, não porque ela mandasse no meu cabelo (lá em casa sempre foi mais "cada um sabe de si, e o Pai tem a mania que sabe de todos"), mas para que não andasse sempre a perguntar quando é que eu cortava o cabelo.
Cabelo e cachecóis, eram as minhas armas contra o frio de Vila Real.
E casacos compridos, que de cada vez que usava o blusão verde de forro de pêlo (lembras-te, Pi?) gelava o rabinho até à UTAD.
Lembro-me de nesse ano também vestir imenso uma camisola cinzenta com o cachecol cor-de-rosa, embora já não saiba que camisola era essa.
Tenho sempre saudades quando me lembro desse ano, o frio nas manhãs das aulas práticas de Física às 8h, o caminho gelado (e eu com medo de escorregar e cair da ponte do comboio), o atalho que me deixou na melhor forma da minha vida, o Inverno de noites azuis-negras e a Fiona.
E o Natal mais Tim Burton de que me lembro, nesse reino longínquo e frio, todo ele azul-negro como esta música.
Tuesday, 2 December 2008
Meteorologia: 1, Joana: 0
Pois é, fica o dito e o redito por não dito... Ai, não era isto!
Era: buááááááá!!!! A neve é feia e pôs-se a cair como uma ranhosa e eu não fui a Trás-os-Montes e não vi os primos, nem os tios, nem o avô e a avó, nem comi comidinha boa, nem nada nada nada...
Fiquei por cá e tive um fim-de-semana diferente, também bom, mas nada que se compare a ir lá e respirar melhor e limpar e vir cheiinha de ares novos nesta cabeça de vento.
Em compensação, ajudei a passar a tarde/noite melhor à porta do Pingo Doce e não há nada nem ninguém que me possa dar mais do que isso.
É engraçado como ajudar os outros é um acto tão egoísta, tão auto-centrado: faz-nos bem a nós.
E sim, gozem comigo, porque ao entrar no Banco Alimentar no sábado de manhã fiquei emocionada ao ver aquelas pessoas todas a separar produtos e a música a tocar e os voluntários todos a carregar boxes, a pesá-las, a levá-las para se esvaziarem.
Comida para a vida. Food for soul, também.
Era: buááááááá!!!! A neve é feia e pôs-se a cair como uma ranhosa e eu não fui a Trás-os-Montes e não vi os primos, nem os tios, nem o avô e a avó, nem comi comidinha boa, nem nada nada nada...
Fiquei por cá e tive um fim-de-semana diferente, também bom, mas nada que se compare a ir lá e respirar melhor e limpar e vir cheiinha de ares novos nesta cabeça de vento.
Em compensação, ajudei a passar a tarde/noite melhor à porta do Pingo Doce e não há nada nem ninguém que me possa dar mais do que isso.
É engraçado como ajudar os outros é um acto tão egoísta, tão auto-centrado: faz-nos bem a nós.
E sim, gozem comigo, porque ao entrar no Banco Alimentar no sábado de manhã fiquei emocionada ao ver aquelas pessoas todas a separar produtos e a música a tocar e os voluntários todos a carregar boxes, a pesá-las, a levá-las para se esvaziarem.
Comida para a vida. Food for soul, também.
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